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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

23
Mai16

Receitas em poucas letras #9: Hambúrgueres Vegetarianos

Maria das Palavras

Eu já estou sempre a pesquisar, adaptar e inventar receitas pró-saúde por causa do meu Moço pró-saúde. Agora a minha irmã anda a pender para o vegetarianismo (não é fundamentalista, mas tem evitado a carne e peixe) e eu ainda mais invento. Entre um e o outro e o facto de me esforçar para fazer coisas que os dois gostem acabo por comer também coisas mais saudáveis (porque um não come hidratos, outro não come proteína animal e eu estou no meio e a não ser que queira fazer um terceiro menu, como com eles - quando estamos todos entenda-se) e depois quando não estão a ver ataco os nachos com guacamole ou um g'anda hambúrguer de picanha com bacon e queijo. Desta vez ganhou a opção vegetariana e fiz uns hambúrgueres com base de grão de bico.

Hamburgueres Vegetarianos | Maria das Palavras

 

Vamos lá ver: da mesma forma que o arroz de couve flor ou a pizza com base de atum, podem ser deliciosos, mas não são efetivamente pizza, o hambúrguer vegetariano (pelo menos este) não é efetivamente carne e NÃO sabe a carne. Portanto não vão com essa expetativa. Mas é ainda assim delicioso, fácil de fazer e...posso dizer isto da comida? Bem bonito. 

 

Ingredientes:

- 1 frasco de grão de bico cozido (400 gramas)

- 1 cenoura grande

- 1 ramo de coentros

- 2 ovos

- 4 colheres de sopa de farinha

- sal, pimenta e pimentão doce q.b.


Passos:

1. Picar (não triturar completamente) o grão de bico, a cenoura e os coentros (Bimby: 5 seg, vel 5)

2. Envolver com os ovos já batidos a farinha e os temperos

3. Colocar num tabuleiro (usei uma forma de bolachas para fazer a forma, mas podem so fazer montinhos espalmados) forrado com papel vegetal e levar ao forno a 200º por 20-25 minutos.

 

Se eram bons? Eram...tanto que nem cheguei a tirar fotos depois de feitos. Mas ficam mais coradinhos, pronto. 

 

Esta receita fez sete hambúrgueres grandes e é uma adaptação da que vi aqui (obrigada Carolina, não saberia por onde começar!).  Sugiro, consoante o vosso gosto e vontade (e para irem variando) algumas das seguintes versões:

- Com piri-piri (podem moer uma malagueta a juntar na altura de misturar todo ou usar molho picante depois).

- Com molho de alho (façam com iogurte natural em vez de maionese se querem manter a onda saudável).

- Juntar pimento além de cenoura na altura de picar.

- Saleteiem uns cogumelos frescos com alho, azeite e oregãos e ponham por cima do hambúrguer. 

- E outras coisa nomeadamente algumas (o céu é o limite).

 

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23
Mai16

Os romances não aleijam as mulheres

Maria das Palavras

Imagem Pixabay

 

Há um certo preconceito em torno de livros de amor e filmes românticos. O romance que se vive nessas páginas ou frames, tal como nos contos da Disney, deixam - dizem - as mulheres com ideias irrealistas do que um homem verdadeiramente deve ser e pode fazer por ela. Costuma dizer-se que os contos de fadas as deixam com expetativas elevadíssimas de romance, ao mesmo tempo que a pornografia os deixa a eles com expetativas elevadíssimas de performance e predisposição sexual. Tudo mitos.


Eu sou contra este movimento que acha que os romances deixam as mulheres tolas. As expectativas elevadas conseguimos criá-las sem qualquer auxiliar ficcional, da mesma forma que as desrespeitamos clamorosamente quando um bad boy qualquer sem cavalo branco nem promessas nos consegue tirar o juízo - mesmo que seja totalmente diferente do tal príncipe que foi acordar a Aurora ao palácio depois de não sei quantos anos e sem ligar ao hálito da moça. 

 

Não são os romances que nos fazem acreditar no amor elevado ao sonho cor-de-rosa. Da mesma forma que não deveríamos precisar de uma Barbie Verruga para sabermos que há pessoas com verrugas. Da mesma forma que não acreditamos nos dragões que fazem parte das mesmas peças de fantasia que os príncipes e as princesas (nem o Pinto da Costa já acredita em dragões). 

Quer o Mr.Grey desse uma sova à Anastasia com amor (e tesão) ou porque o seu clube perdeu nessa noite e estava tocado a copos, continuaríamos a esperar que um milionário lindo e inteligente e com tiques de playboy se convertesse à monogamia e às subtilezas do amor por nós. Está-nos na natureza, mesmo que não esteja nos filmes a que assistimos e nos livros que folheamos. Por favor atribuam-nos o dom da inteligência e confiem que se, às vezes, não distinguimos as coisas, não é porque achávamos que o Amor em Seattle podia facilmente ser a nossa história de vida (se ao menos morássemos em Seattle e o Tom Hanks fosse minimamente jeitoso), é porque desejar nunca fez mal à saúde e a capacidade de sonhar nos é intrínseca.

 

Depois, um dia, independentemente de qualquer tipo de ficção, tanto para as que choram com a Anatomia de Grey como para as que vibram com Star Wars, bate-nos a porta um homem que faz canja para nós se estivermos doentes. E afinal, era tudo o que precisávamos para viver o tal amor que nos transporta ao conto de fadas. Afinal os príncipes existem mesmo. E, afinal, os romances não fazem mal a ninguém.

 

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