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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

10
Out16

Este blog não é sobre livros #8: Inseparável

Maria das Palavras

Foi a capa que me seduziu, confesso. Embora tenha aprendido depois que a capa só traduz um momento metafórico. Que o livro é muito mais sobre a vivência separada de duas pessoas que são inseparáveis - mãe e filha, do que propriamente sobre o rapto. Podem saber detalhes do livro (sinopse, preço,...) clicando na capa. Mas o que vos quero contar é sobre a minha experiência ao ler este livro que é uma ficção a imitar uma possível realidade.

 

Uma menina é raptada sem sentir que isso acontece. E é isso que torna tão difícil que a situação se inverta e que torna tão grande a sensação de desespero de quem lê. A cada momento quis gritar à Carmel: não é isso, não acredites, questiona. O livro conta-se a duas vozes: da mãe e da filha, Carmel. E preferi sempre os capítulos da Carmel. Primeiro por olharmos o mundo com a inocência de uma criança, através das suas descrições. Depois porque é do lado dela que o mistério se adensa e que a trama impensável se desenrola. 


Não creio que o que vá dizer a seguir seja um spoiler, pois o título já diz que são inseparáveis e eu já sabia disto quando comecei a ler sem que me tenha estragado a experiência. Mas se não quiserem saber uma coisinha sobre o desfecho (o desfecho não faz o livro, de forma nenhuma) não continuem a ler este parágrafo. Mãe e filha acabam por se reencontrar. Mas o livro é sobre o percurso e não o reencontro. De forma que a minha maior crítica e o meu maior elogio a este livro é que gostava que estivesse descrito o momento em que a Carmel finalmente percebe o que se passou e o reencontro com a mãe em si. É uma crítica porque gostava efetivamente de ter tido o prazer de ler esses capítulos. E é um elogio porque sei que assim a autora não tentou traduzir sensações indescritíveis em ficção, se não lhes viveu a realidade. Não caiu na tentação de estragar o realismo do livro. Fez bem.

 

Agora, por causa deste livro, que recomendo por isso mesmo, fiquei cheia de vontade de ler histórias reais: biografias, relatos, enfim. Digam-me se aconselham algum destes - fiquei particularmente curiosa com a sinopse do nº2 e do nº6 - ou comentem com outras sugestões da vossa lavra. 


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10
Out16

Mitos blogueiros: Todos os comentários devem ter resposta

Maria das Palavras

Já vos tinha que o meu paizinho me ensinou que quando não se tem nada a dizer se fica calado. Se é válido para os posts, é igualmente válido para os comentários.

Uma das coisas que distingue os blogs de outros sites (embora não seja obrigatório) é a interatividade quase imediata que proporcionam entre quem escreve o conteúdo e quem visita. Eu adoro comentários, claro, nunca me passou pela cabeça vetar essa funcionalidade - talvez seja porque sou demasiado pequenina para os anónimos mauzões me incomodarem à séria. Mas eis como vejo a coisa: há um enunciado que é o meu post e uma resposta que é a de quem lê. Se essa resposta, que é o comentário me questionar ou me lembrar de acrescentar algo eu respondo. Senão, não respondo (sempre), porque considero que o comentário já é em si uma resposta ao texto inicial que era meu e não pede obrigatoriamente um seguimento.


Bem sei que as pessoas gostam de ver que as lêem e nunca deixo propositadamente uma pergunta sem resposta ou um elogio ou crítica sem agradecimento ou explicação (por exemplo). Lá está, se tiver algo a acrescentar ou houver uma pergunta efetiva, escrevo mais. Mas não faço conversa. Não que não me agradasse até, assim tivesse tempo para tudo. Quando tenho algum até acabo por responder sem haver essa necessídade explícita, é verdade, nem que seja apenas com um emoticon para mostrar que li e me fez cócegas. Só que o blog ocupa uma parte (que gosto muito) da minha vida, mas não quero submergir nele a todo o tempo.  

Leio todos os comentários. E há sempre uma reação da minha parte, expliícita ou não. Quero que saibam que me emocionam, que me fazem rir ou sorrir ou gargalhar e que às vezes também me chateiam. Mesmo que eu não responda. 

 

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