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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

26
Ago17

Maria, sua mole.

Maria das Palavras

Talvez seja ridículo dizer assim, porque se costuma dizer isso dos filhos, mas uma das melhores coisas que o Moço me deu foi este sobrinho do meu coração. E tenho a certeza que o sobrinho também aprova a escolha que o tio fez, pelos abraços que me empresta e por me fazer prometer sempre que me vou embora que "amanhã outra vez, 'tá bem?".

E agora que, cada vez mais, tenho de dizer que ele é uma criança e não um bebé, com três aninhos acabados de fazer, agora que me mudei para longe e o vejo menos vezes, bate um medo irracional e penso muitas vezes numa coisa muito simples: e se ele nunca mais adormece ao meu colo?

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24
Ago17

Fui à praia com os meus pais.

Maria das Palavras

Piquenique de praia, coisa de mãe | Maria das Palavras

 

Um clássico dos verões que fui perdendo com a idade é o acto de ir à praia com os meus pais. Coisa que se proporcionou num Sábado deste Agosto: eu, eles e a pequena (a minha irmã que pode ter a idade que queira, será sempre a bebé), como nos bons velhos tempos. E, minha boa gente, pouca coisa mudou com o passar dos anos. O meu pai continua a ler o jornal sentado numa cadeira que eu roubarei na primeira oportunidade que tenha, comentando as notícias para ouvirmos todas, a minha mãe continua a pôr-se ao sol com o bronzeador de proteção baixa nas esperança que seja depois dos 50 que algum bronze lhe pega, a minha irmã chateia toda a gente para fazer jogos até que alguém ceda e eu só quero estar sossegada com o meu livro, com a menor proporção de areia por centímetro quadrado de pele que me seja possível obter. 

Boas ou menos boas, há coisas que não mudam numa ida à praia com os pais e estas são apenas algumas delas:

 

1. Levantar com as galinhas.

Somos os primeiros a chegar à praia e eu apronto-me logo a desistir: está nevoeiro, não está calor, o tempo está horrível, vamos embora. Enquanto eu protesto, eles vão montando o estaminé. Com brio, afinal, ficaremos por muitas horas, muito para além da minha paciência.

 

2. Não temos um lugar na praia, temos um acampamento. 

Temos um chapéu de sol por cada duas pessoas (com pincho!), toalhas de sobra, pára-vento, e cadeiras dispostas de forma a fechar o círculo familiar. 

 

3. A praia pode ser um restaurante dos mais capazes. 

Há pastéis de bacalhau acabados de fritar (mais especificamente 24 para 4 pessoas), pão fresco, queijo e presunto, fruta e bebidas à decsrição. Podia pensar-se que não, porque a geleira ficou em casa, mas quem tem uma mãe, tem tudo. Tudo = alguém capaz de fazer aparecer um coelho guisado dentro de um nécessaire. E não há areia que chegue à sande! Na hora da refeição monta-se um festival de toalhas de praia ao centro, encimadas pelo toalhinha bordada com galinhas (foto real, acima) sobre a qual repousará a refeição.


Conclusão: li cerca de um capítulo em 36 horas de praia (sim, foi só uma manhã e tarde, mas pareceu-me muito mais longa, a jornada) apesar de ter estado com o livro à frente durante todo o tempo. Concentração impossível, risota total. Venham mais. 

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23
Ago17

Dois dedos de conversa #78

Maria das Palavras

Moço: Estás a falar daquela rapariga muito feia?

Eu: Não! Olha, é esta. [mostrando a foto no Facebook]

Moço: Pois, a feia.

Eu: Oh, Moço, honestamente! A rapariga não é feia, é normalíssima! Aliás, se ela é muito feia, eu também sou. Está mais ou menos ao meu nível.

Moço: Maria...[pausa dramática]...mulher nenhuma está ao teu nível. 

 

In your face, Giselle. 

 

Giselle says: WHAT!?

 

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22
Ago17

Quem lê sem comentar, tem dois minutos e meio de azar.

Maria das Palavras

Já sabem que é regra da casa (está escarrapachado no template, ali à direita) e este post em particular deve ser comentado. 

 

Eu explico: é que agora é mais fácil fazê-lo. Temos uma caixinha nova de comentários no Sapo, que (entre outros bloggers da casa) me dispus a experimentar. As grandes diferenças? O Sapo explica: 

O novo formulário de comentários é mais simples e fácil de usar, sobretudo para quem não tem conta no SAPO. Os visitantes sem conta no SAPO passam a poder comentar com o seu perfil Facebook, se não quiserem preencher os seus dados. E aquela caixinha com letras e números, a que chamamos anti-SPAM? É algo que vai tornar-se cada vez mais raro encontrar ao tentar comentar um blog SAPO.


Não deixem de testar e dizer se gostam, se não gostam, se têm alguma dificuldade. Se não souberem o que dizer, fica a proposta: comentem dizendo qual foi a última coisa que comeram. Go go go!

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