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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

24
Nov17

O nervosismo da reta final.

Maria das Palavras

Precisava estar impecável do início ao fim do dia. Para reuniões, viagens e a culminar num jantar importante depois do dia longo, sem tempo para parar, retocar, refrescar ou trocar de roupa. Há todo um perigo nestas maratonas diárias, em particular quando metade das ocasiões (sendo a última uma delas) exige aparato formal. Os foguetes nos collants (um clássico), as nódoas no sítio mais visível possível do vestido, a chuva que destrói qualquer tentativa de cabela decente, uma mão distraída que esfrega o eyeliner, as unhas que estalam, o salto que parte, a asa da mala (carregada com tudo e um par de botas - quase literalmente) que rebenta.

 

São seis e vinte da tarde e ainda não aconteceu nenhum dos acidentes possíveis e outros que me faltou enumerar por falta de imaginação. Mas ainda tenho tempo para ser eu mesma. Aceitam-se apostas.

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22
Nov17

É a árvore de Natal que o meu OCD não diagnosticado permite.

Maria das Palavras

Não estava a conseguir enquadrar a árvore de natal do costume na sala nova, que se veste de amarelo e azul. Assim, de repente, imaginava os mesmos ramos verdes, com as mesmas decorações a pender para o vermelho e sentia-me inquieta no sofá. Há quem se incomode com regras de concursos que não passam de brincadeiras, a mim incomoda-me isto. Cada um com a sua. Respeito para todos.


Arredei da sala a ideia da árvore de Natal do costume que provavelmente encostarei noutro canto da casa. E contei com a habilidade de mãe, pai e irmã (os talentosos da família, que destas mãozinhas não sai nada) para ter uma espécie de árvore de Natal na sala, mais bonita que alguma vez achei que ia ter. Não é uma árvore, mas é um orgulho. E apetece-me dizer que aceito encomendas. Não sou da equipa artesanato, mas de negócios percebo eu. 

 

20171121_090403.jpg

 

 

 

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21
Nov17

Não sou a única tonta da família #18

Maria das Palavras

Depois de uma rapariga ter passado por nós e várias outras pessoas a tentar vender pensos, sem sucesso: 


Pai: Se fosse eu a vender pensos, vendia a toda a gente.

Maria: Ah, claro. E como é que fazias isso?

Pai: Andava também com uma navalhinha...

 

Riso Maléfico

 

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