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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

31
Dez17

Relendo.

Maria das Palavras

Com bons olhos (fora a miopia) noto que, apesar de todas as saudades de pessoas e lugares  que se matam só a espaços, - estou muito mais feliz com esta mudança hoje do que estava quando ela aconteceu. Palmadinhas nas costas, Maria. É (também) por isto que escrevo. E é muito bom constatá-lo ainda antes de virar o ano.

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28
Dez17

A blogger menos in do pedaço em 2017.

Maria das Palavras

2014 | 2015 | 2016 | 2017

Mudei-me. Na passagem de ano estava fiadinha que nunca sairia da capital até ao fim dos meus dias (citação própria: tenho os pulmõezinhos habituados a esta poluição) e em Fevereiro já estava a morar junto a uma arejada praia do Norte. Reencontrei pessoas contra todas as probabilidades. Li muito menos e escrevi muito menos.  Tive mil vezes vontade de ler mais e escrever mais e melhor, mas raramente foi tempo disso e o blog esmoreceu. Mesmo assim não falhei no meu compromisso de um post por dia desde 11 de Julho de 2014 quando este blog ganhou vida. Pendulei no Alfa. Fui surpreendida e conferi que continuo a não gostar de ser a última a saber das coisas. Fiz duas viagens-de-cair-o-queixo lá fora, mas passei muito mais horas a viajar em estrada nacional para ver amigos e família - sempre com o meu companheiro da viagem da vida que é o Moço. Aprendi a valorizar o tempo como nunca antes. Confirmei que a distância não é mais que um filtro que só deixa de lado quem é acessório - e que, por múltiplos meios, quem quer estar presente na nossa vida, está presente. "Casei" uma boa amiga e desejei secretamente que fosse a última a meter-me num vestido de dama de honor. Estreei-me nas salas de teatro do Porto (calma, sempre do lado do público) e vi um concerto fantástico com a minha irmã nos jardins de Serralves. Enfrentei os fantasmas e voltei a conduzir. O meu sobrinho aprendeu a dizer com perfeição "tia, amanhã outra vez?" quando me vou embora porque tem de ser. Ganhei mais "sobrinhos" e fiquei a ansiar por outros que estão por vir. Repeti mais vezes do que nunca que "não, ainda não era a nossa vez". Faltei a aniversários e festas, mas nunca faltei à minha palavra. Comi muitos brunches em sítios novos e repeti vezes sem conta as costelinhas do Papagaio. Estraguei a minha média de idas ao cinema mas descobri um onde irei muitas vezes. Ocupada como nunca, comprei praticamente todas as prendas de Natal até 1 de Novembro. Voltei a enviar postais porque as SMS não lhes chegam aos calcanhares. Não fiz planos para 2018.

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27
Dez17

A triste história da blogger sem luz.

Maria das Palavras

Na era em que até as escovas de dentes são elétricas, o fenómeno mais gravoso para uma blogger que se preze aconteceu ontem à noite: fiquei sem eletricidade. Às escuras ainda vá que não vá, mas a bateria do telemóvel estava à míngua, tinha andado a adiar ligá-lo ao carregador e pzzzt lá foi ele. Ninguém sabe o bem que tem senão depois de o ter perdido, já dizia o meu tio Quim. 

Afirmei que não fazia mal, vesti o pijama, fui-me deitar arrastando o tablet comigo, que ainda era cedo e continuei a ver o vídeo que tinha deixado a meio. Uns segundos depois: freeze. Sem eletricidade, não há palhaços (ou wifi). Chorei ao Moço que me ligasse a powerbank ao router mas ele só se riu de mim. Pareceu-me que não estava a entender a catástrofe.

 

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Tentei o Netflix e nem abria com falta de rede, sequer para confirmar se tinha alguma coisa guardada offline para ver. O telemóvel ainda para lá de morto. O Moço a começar a ressonar. O livro sem luz própria nem visibilidade com a velinha ténue. Nem jogos no tablet depois do último reset. Mas vá, uma série no cartão SD que pus a dar - achei - baixinho. 

 

- Liga os auriculares - reclamou o Moço a querer dormir. 

- Não consigo ver onde estão às escuras - choraminguei eu. 


Sem propósito na vida tentei igar o telemóvel (2% de bateria) ligado ao soro da tal powerbank. Queixei-me da minha desgraça a um par de amigos, quase vizinhos, e eles sim, tinham eletricidade. Um deles, ironicamente chamado Jesus, ainda disse "Let there be light". Foi a última coisa que li antes do telemóvel voltar ao breu.

 

Aflita para fazer xixi, encolhi-me e aguentei porque ainda me lembro bem do filme Lights Out - Terror na escuridão.

 

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Aconcheguei-me contrariada e dormi. A vida não está para as bloggers.

 

#firstworldproblems

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