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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

29
Mai18

“Prefiro trabalhar com homens.”

Maria das Palavras

Imagem Pixabay - Colegas de Trabalho

 

Quem nunca disse isto que atire a primeira pedra, homens e mulheres. Ou quem nunca dissertou como os locais de trabalho recheados de mulheres são mais propícios a dar problema – não de performance, mas em ambiente.


Falava-se sobre isto por entre um grupo de amigos, ao almoço, e foi conversa que já ouvi (com concordância mais ou menos generalizada) em vários outros grupos de amigos e colegas. Depois, alguém partilhou o link de uma notícia sobre como em processos de recrutamento as mulheres são preteridas, com o comentário (dele): “sobre o que falámos ao almoço”.

 

E a minha primeira reação foi: Hein?! Não foi nada sobre isto que falámos ao almoço. Isto põe em causa a competência das mulheres. As mulheres são tão ou mais competentes que os homens no mundo de trabalho e não devem nunca ser inferiorizadas ou menos bem pagas (que são, com grande injustiça).

 

E depois caí em mim. Percebi que estava a querer distinguir uma coisa da mesma coisa. Percebi que a conversa do “prefiro trabalhar com homens” é o início do problema e é tido tanto por homens, como por mulheres, tanto na base como na chefia, do lado do recrutamento e do lado dos que são recrutados. É tida pelas mesmas pessoas (mulheres) que censuram a diferença nas condições dadas num e noutro sexo. E resulta na realidade que vivemos. A conversa aparentemente inocente sobre preferências de colegas por causa de características generalizadas (é verdade que homens e mulheres são diferentes e ainda bem) é parte integrante, senão mesmo dominante do problema.

A partir de agora, quando alguém disser que é mais fácil trabalhar com homens do que mulheres, respondo o que deveria ter respondido sempre (e que é a verdade): depende dos homens e depende das mulheres. E depende se o que interessa mais é que haja um mexerico no tempo de intervalo ou que haja produtividade no tempo de trabalho.

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28
Mai18

O Síndrome da segunda-feira*

Maria das Palavras

Imagem I Love Lucy - Os dias da semana

 

Se há coisa que gosto de tentar afastar dos meus hábitos de conversa e da minha mente é a força de se querer que seja sempre fim-de-semana. Temer a segunda e exultar a sexta. Viver para o fim-de-semana.

Cada vez mais me apercebo como os dias correm, as semanas se sucedem, os anos passam e a vida já aconteceu. Que será então se só aguardamos com felicidade dois dos sete dias da semana? (três, se contarmos a alegria ansiosa da sexta-feira, mas dois outra vez, se contarmos que o domingo já é mal passado a pensar no que aí vem).

 

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Sob pena de gustavosantizar o texto: que tal procurar as coisas positivas de cada dia? À segunda uma nova oportunidade para se fazer diferença no trabalho, à terça uma ida ao cinema, à quarta o jantar mexicano feito em casa, à quinta um café de fim-de-tarde, a ver o sol baixar, antes de irmos para casa fazer o jantar, preocupar-nos com tudo. E passeios, e conversas, e episódios de uma série ou capítulos de um livro.

 

É que, para além de tudo, quem vive de olhos postos no tempo livre, desconsidera a sua profissão. Quer seja algo que faz com gosto, mas assim menos, quer seja algo que faz com pesar e assim reforça o seu sentimento negativo.

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Então, abaixo os “oh, não, segunda!” e os “yey, sexta”. Viva o tirar o melhor de cada dia, seja ele qual for e contenha as obrigações que contiver. Hoje vai ser um bom dia. Combinado?


*Considerar outros dias de semana, caso não trabalhe de segunda à sexta. 

 

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21
Mai18

Este blog não é sobre livros #16: O Segredo do Meu Marido

Maria das Palavras

Livro recomendado: O segredo do meu marido de Liane Moriarty

 

Definitivamente, o que me estava a faltar era procurar simplicidade nos livros. Este, devorei-o sem querer. Fiquei muito curiosa ao ouvir uma vlogger norte-americana a falar dele e por ser da mesma autora do livro que deu origem a uma série que quero ver (Big Little Lies). 

 

São histórias de famílias que podiam ser as nossas, com segredos que podiam ser os nossos (felizmente não são). Focado na perspetiva das mulheres, tanto nas suas fragilidades como nas suas forças, só podia de facto ter sido escrito por uma. 

 

E gostei, como quem gosta de um passeio à beira-mar sem vento, porque é agradável, não custa nada a passar. E depois tem aquele epílogo maravilhoso, que não posso explicar sob pena de...enfim, explicá-lo. Leiam, se vos apetecer. Podem começar por esta amostra e descobrir se apetece ou não.

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