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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

21
Jul17

Ops, o blog fez anos.

Maria das Palavras

À boa maneira de uma blogger que se ataranta com as tendências - a menos in do pedaço, há quem diga - esqueci-me de me dar uma palmadinha nas costas pelos 3 anos de blog, (não) comemorados no dia 11. 

 

Parece pouco. Talvez porque publico todos os dias, às vezes mais de uma vez, e isto de 3 anos significa 2.300 posts (este é o 2.301) mas já não me lembro de como era não ter este blog, não vos ter desse lado a ler. Tão pouco sei onde encaixei tempo para isto tudo quando o que não me sobra nunca é tempo. É a prova, posso supor, que quem caminha por gosto não cansa (odeio correr). 

Quase meio mihão de pessoas diferentes passou por aqui. Umas entraram só uma vez, muitas voltaram algumas, outras voltaram sempre e algumas reconheço pelos nomes. Um par delas são amigas para sempre. 

 

Mesmo sem me levar muito a sério e escrever dos dedos para fora, sem respeito a todas as boas práticas do marketing digital que até conheço, o blog cresceu enquanto a minha vida mudava e fui feliz em palavras digitadas. Criei recordações e 

Prontos para mais um ano de palavras?

 

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20
Jul17

10 Coisas que Odeio no Verão

Maria das Palavras

Coisas que Odiamos no Verão - Caranguejo | Maria das Palavras (imagem Pixabay)

 

1. Estofos em pele.

Os estofos em pele no carro são bons para duas coisas: gelar-nos o rabo no Inverno e escaldar a pele das pernas no Verão. Com vestidinho ou calções então dou sempre graças a Satanás por este extra que o Moço pagou. Nunca se deixem enganar: a concessionária é que tem de vos pagar para aceitarem esse material maldoso.

 

2. Obrigação de aproveitar o dia

A vontade de passar o dia no sofá não é uma coisa sazonal. Se o tenho feito? Não, mas infelizmente, porque me tem falhado a disponibilidade. Porque tenho mais vontade de passar um dia a vegetar de comando na mão, pijama all day long,  do que passar um dia na praia.

 

3. Não está fácil para as lulas

Esta é aquela época em que eu sei que estou mais bronzeada porque vejo a diferença entre as zonas expostas e cobertas. Mas o resto do mundo acha que eu estou igual. Felizmente, não é um objetivo de vida ser morena. Mais ou menos como não é um objetivo de vida ser alta, porque também já não devo crescer.

 

4. “Como assim, não fazes praia todos os dias? Eu bem queria e não posso”

Morar ao pé da praia traz uma responsabilidade acrescida. Temos de ir à praia por nós e na vez de todas as pessoas do mundo que não têm possibilidade de ir à praia quando querem. Pessoal, não funciona assim. Tal como se eu comer a comida toda do prato isso não mata a fome a ninguém na Etiópia.

 

5. Casamentos, batizados e afins

Celebrar as pessoas que gostamos e o amor em geral é muito bonito, mas além de não ser o meu programa favorito (ver ponto 2) está todo concentrado no Verão - ou quase. Portanto depois não me venham cá dizer que não estou morena. Podia precisamente estar na praia nesse dia em vez de estar na igreja...

 

6. Às 22h ainda parecem 7h

Em teoria isto é bom, porque aproveitamos melhor o dia e temos aqueles magníficos sunsets de final de jantar. Mas não. Porque o meu corpinho sabe bem que horas são e ali a partir das 21h começo a espiral descendente para o modo de hibernação, independentemente do grau de claridade.

 

7. “O quê? Sopa da pedra?”

Também não posso comer gelados no Inverno, queres  ver? Sopa da pedra é bom sem época e a comida pesada é um mito - quem fica pesada sou eu.

 

8. A maré vazia nos blogs

Alô? Está aí alguém?

 

9. O estrangeiro vem primeiro

Eu vou ao restaurante X todo o ano e nunca deixo gorjeta. O Erik Svensson vai uma vez no Verão e deixa gorjeta de 10€. Têm a certeza que lhe querem dar prioridade quando ele está? Já fizeram as contas?

 

10. A problemática das unhas dos pés.

Não é tanto que ande toda a gente de unhaca ao léu e algumas sejam particularmente tortas. É mais porque há gente que anda de unha bonita, pintada e eu não consigo. Morro de cócegas nos pés - já vos contei que cortar as unhas é sempre um exercício de contorcionismo? Experimentem cortar unhas sem tocar nos pés e verão. Então, dizia eu: até consigo pintar as unhas, mas depois não é fácil tirar o verniz, esfregando com acetona. Conclusão: ou não as pinto, ou pinto com uma cor que fica no Verão todo, e que vou repondo em sucessivas camadas até ter uma amêijoa em cada dedo. Não é bonito...

 

A tag 10 Coisas que Odiamos no Verão, que anda aí por iniciativa da Caracol, tem sido respondida nos blogs da FatiaPsicogataHappyMiss UnicornGorduchitaFranciscaCá coisas minhas e Alexandra . Mas também no blog que se não se descuidam passa a ser o vosso favorito, o inigualável Porque eu Posso da Fátima Bento (a pobre que adora o Verão e mesmo assim seguiu o desafio a custo e com graça)! Desafio-vos a dizerem também: o que vos irrita mais no Verão?

 

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20
Jul17

O problema a sério é quando os sapatos não magoam!

Maria das Palavras

Muitas mulheres se queixam quando os sapatos magoam, principalmente os de salto alto. Ficam super elegantes, mas não dá para usar mais de umas horas. Então usam-se uma vez, duas vezes para teimar, três se nos esquecermos das bolhas e ficam encostadas as sandalocas giras à box. Este Verão, tinha muitas sandálias nessa situação. As chamadas giras, mas impossíveis. Decidi comprar umas de tacão mais firme e ligeiramente mais baixas porque precisava mesmo da elegância emprestada para o dia-a-dia (e gosto mesmo de ver) mas tinha de ser como aquele modelo que se encontra uma vez a cada eclipse que em vez de giro-que-dói é giro-que-não-dói.

Comprei na La Redoute estas duas, arriscando a compra de sapatos online porque estava farta de procurar em lojas sem ver nada a meu jeito. O primeiro par diz que é bege, mas para mim, ao vivo, é rosa bebé. O segundo par comprei em preto - se clicarem nas imagens podem ver direto na página (e estão como promoções). 

  

 

E nem quis acreditar na minha sorte. Além do tamanho ficar IM-PE-CÁ-VEL, não magoam nada. Tacão com apoio certo, material macio (sobretudo as primeiras que nem era da cor que eu queria e fui incapaz de devolver). Juro-vos pela saúde da minha mãezinha (que tirando aquela unha encravada, está de ferro), que ando parva com elas. Logo dois pares de tacão alto ao mesmo tempo que calço de manhã sem torcer o nariz ou pensar "hoje se calhar ando mais, é melhor não". Tinha mesmo de partilhar isto.  Eu ponho tag de parceria no post porque estou a usar imagens Primetag (o que significa que ganho uns cêntimos se lhe clicarem), MAS ninguém me pediu para falar destes sapatos e os pares de cima tive mesmo de os comprar!

 

 


Portanto, se achavam que o mau era comprar sapatos que magoam, desenganem-se: o pior é comprar sapatos que não magoam. Porquê? Porque incrédula com a minha sorte estou a namorar o resto do catálogo da La Redoute e a ver sapatos giros, com tacões parecidos e quero mandar vir TODOS. É uma espécie de "tudo bem que não como até ao fim do mês, mas sei lá se na próxima coleção ainca cá estão destes!". Meninas...atirem-se de cabeça! Eu vou já fechar a página para não cair em tentação (ainda mais), mas vocês cliquem nos modelitos se gostarem de algum (esta é a seleção que tenho no carrinho de compras, mas não vai poder passar daí...) e sejam felizes. 

 

 

 

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19
Jul17

5 Tipos de Pessoas no Supermercado

Maria das Palavras

5 Tipos de pessoas às compras - Maria das Palavras

 

A minha querida Lupa saberá identificar mais 50 tipos delas, mas estas são as que me tiram do juízo. No fim quero que me avancem qual a que gostam menos, se são alguma delas, ou que outras coisas vos tiram do sério a cada visita ao supermercado. Vamos lá?

A nervosinha do tapete

Vou confessar: foi esta que inspirou o post. Estava na fila, já a colocar as coisas no tapete. Como a divisória que diz "próximo cliente" não estava ainda disponível deixei uma distância bem simpática entre as as coisas da senhora da frente e comecei a pousar as minhas. Logo aí senti que ela ficou nervosa. Olhava para as minhas compras, olhava para as dela. O pânico que a operadora de caixa achasse que os guardanapos de rolo - a meio metro das compras dela - lhe pertencesse e tivesse de os pagar instalou-se completamente. Ou talvez fosse pânico que eu lhe ficasse com a embalagem de cenouras que escolheu a dedo. Seja como for: suores frios. Assim que possível, quando a operadora de caixa terminou de registar os produtos do outro senhor à frente dela, fez um salto de atleta olímpico para o separador e colocou-o vitoriosamente no espaço entre as minhas coisas e as dela, rematando com um olhar de "vês como é que se faz?" dirigido a mim. Isto passou-se em poucos segundos mas senti que para ela foi uma tragédia grega em slow motion. Por isso contive o riso.

 

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A apalpadora de fruta

Literalmente, pessoal, não sejam ordinários. esta pessoa vive na secção dos frescos e legumes e quase a ouvimos a estalar os dedos antes de estacionar o carrinho à beira das courgettes para começar a sua jornada. Com ar de especialista e de saco em punho faz um jogo de toca e foge com cada peça de fruta. Não escolhe uma ameixa sequer sem tocar em pelo menos 70% das que estejam disponíveis. Não raras vezes, sai de mãos a abanar. "Nunca tem nada de jeito" diz ela a quem quer ouvir, "naquele supermercado a fruta está sempre toda pisada". E nem pensa que foi porque ela a cutucou toda no dia anterior. 

 

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A louca dos talões

Se acham que é um grande azar quando a fila para pagar pára por questões técnicas, faltas de preço em produtos ou tremores de terra em curso, é porque nunca se cruzaram com a verdadeira louca dos talões. Apesar de ter os milharzinhos de vouchers em pastas ou numa bolsa específica que anda sempre com elas, está lá de tudo o que recolheram e recortaram, de todos os supermercados da área (e alguns que nem existem num raio de 100 km). Portanto primeiro tiram os do supermercado errado, depois querem usar os que já expiraram e a seguir pedem à menina para os experimentar todos, por favor, mesmo que ela insista que aquele cupão só é válido em alface e a coisa mais parecida com vegetal que tem é uma pizza congelada com pimentos em cima. Mesmo quando se acabarem os cupões não vale a pena respirarem fundo: falta levar os selos dos copos, sim?

 

A louca dos cupões

 

A acumuladora de fila

Deixam-na passar à vossa frente porque só leva uma embalagem de Panrico e vocês foram aviar-se (quem usa esta expressão?). De repente ela pergunta se guardam o lugar e vai buscar umas latinhas de atum. A seguir volta, pousa e vai buscar amaciador da roupa. Depois, ainda enquanto espera, pede desculpa, mas lembrou-se que precisa de sabonete líquido. E quando dão por ela, têm à frente uma pessoa com o supermercado inteiro por pagar. Mas muito a sério: começou com um produto na mão e acaba com um carrinho cheio que podia alimentar África.

 

A esfomeada

Eu. Claramente, eu. Alguém que passou mesmo só para ir buscar a manteiga que se acabou, mas decide passar naquela hora crítica antes do jantar. Resultado: traz TUDO o que consegue alcançar com a mão das prateleiras. Especialmente se for comestível. Especialmente se for doce.

 

Vou comer doces ao jantar...

 

Tudo se torna "aquilo que eu não como há tanto tempo" ou "aquilo que sempre quis provar". E quando, arrependida de todas as porcarias que trouxe, começa a arrumar as compras em casa, lembra-se: não trouxe manteiga!

 

Bater na testa

 

 

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