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Maria das Palavras

A blogger menos in do pedaço, a destruir mitos urbanos desde 1986. Prazer.

02
Jul18

A Seleção perdeu e foi um dia feliz

Maria das Palavras

Por acaso estava convencida que íamos passar. Às vezes, quando mais difícil o adversário, mais nos empenhamos.

 

Descemos a Leiria a tempo de apanhar a minha irmã antes de ir para o trabalho e trocar um gelado por dois dedos de conversa. De caminho, apanhámos à minha avó para se juntar a nós e matar saudades de um crepe. Rimos, conversámos e comprámos o lanche para acompanhar a Seleção. Rumámos à casa que já não é minha (mas há-de ser sempre) e gritámos golo com o meu pai. A minha avó ainda estava e falava do Arnaldo e do Messias (AKA Ronaldo e Messi), enquanto descascámos camarão. A minha mãe trabalhou até depois do jogo, mas esperámos por ela. Trouxe-nos uma sopa da pedra da festa onde estava (a trabalhar, insiste ela). As mães sabem sempre como nos confortar e eu adoro conforto em forma de sopa da pedra. 

 

Não passámos. O sonho do Mundial acabou por este ano. Uma pena. Mas não consegui ficar triste. Foi um dia fantástico. 

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30
Jun18

Dois dedos de conversa #99

Maria das Palavras

O despertador acordou-me às 7h30 sem necessidade (um alarme esquecido) mas eu deixei-me ficar acordada. Desafiei o Moço para sairmos da cama e irmos percorrer os passadiços à beira da praia, que partem de Espinho - algo completamente inovador para uma coach potato como eu, que o máximo de exercício que faz é rebolar os olhos a muita gente. Não sei como, mas ele acedeu em vez de me chamar doida (mentira, fez as duas coisas).


A meio caminho, deleitados com a vista mesmo sob algum nevoeiro, digo-lhe:

 

Maria: Vês? Não foi boa ideia?

Moço: Foi...

Maria: A sério...não me odeias por te ter arrancado da cama?

Moço: Não. Só nunca sei o que esperar de ti. Qualquer dia acordas-me para ir à missa.

 

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26
Jun18

Culpa

Maria das Palavras

Parece que a culpa não é só o sentimento que assola as mães e os católicos em geral. É, aliás, o maior problema que tenho desde que fiz esta mudança geográfica. A culpa de não chegar a todos a todo o momento. Ou a culpa de optar por mim, nas ocasiões em que o faço. 

 

Nos dois fins-de-semana anteriores tínhamos acorrido a duas localizações diferentes, todas a mais de 100km da nossa base, a propósito de aniversários (para estar com família, como também fazemos com regularidade, mesmo quando não há bolos com velas à mistura). Neste, não fomos a lado nenhum, mesmo tendo dois convites para aniversários de mini-pessoas que adoramos, da família e de amigos que são como família. Não fomos porque o Moço trabalhava no fim-de-semana, senão certamente a culpa se teria sobreposto à nossa necessidade de descansar, de estar em casa, de fazer nada por ninguém senão por nós. Sendo que por nós também estaríamos sempre rodeados de todas essas pessoas que fazem parte de quem somos, mas vocês entendem. 

 

Porque ele estava a trabalhar e eu decidi adiar os meus afazeres para mais logo, fui até à praia no Sábado de manhã. Estava um dia lindo em Espinho. Calor, sem pinga de vento, até a água tinha temperaturas convidativas. Pensei como seria tão bom se o Moço estivesse ali para aproveitar comigo aquele dia maravilhoso. Depois pensei melhor. Se ele não estivesse a trabalhar também eu não estaria ali. Estaríamos os dois de pé na estrada. Porque não teríamos desculpa, portanto se não fossemos haveria lugar a culpa. 


Quando não há ocasiões especiais conseguimos selecionar melhor os nossos momentos e a regularidade das nossas viagens. Mas quando as há (e são tantas vezes, em pelo menos 3 cidades distantes) não conseguimos evitar fazer o que está ao nosso alcance para não faltar. Por causa da culpa. 

 

E é só idiota da nossa parte. Nós também somos prioridade, como às vezes consigo racionalizar, mas não sempre. Tento lembrar-me: os quilómetros são iguais em percurso inverso e também não culpo quem não arranjou a disponibilidade para vir até à nova cidade a que chamamos de casa ou não pode fazer mais vezes o mesmo caminho que nós fazemos vezes sem conta de sorriso nos lábios.  

 

Mas a culpa, essa filha-da-mãe, tem-nos feito exagerar nas viagens e recusar alguma calma, bem, necessária. A culpa usa a imagem das pessoas de quem gostamos na nossa cabeça e põe-lhes uma expressão de desilusão. A culpa tem de ir para longe, por uma vez, no nosso lugar.

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19
Jun18

#eleouela

Maria das Palavras

Na Sexta passada, lancei um desafio. Uma votação no Instagram para que decidissem quem faria o quê no dia seguinte: eu ou o Moço? Desde quem fez o pequeno-almoço a quem cantou para o público, houve um pouco de tudo. Recebi algumas mensagens a dizer que tinha sido divertido de ver, mas penso que mesmo assim não terá sido tão divertido como para nós. Ou pelo menos, para mim, já que na maior parte das vezes deram a fava ao Moço - ele magoou um pouquinho, mas alinhou em tudo. 

 

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Isto tudo para dizer duas coisas: 

 

1. Se ainda não me seguem no Instagram (@mariadaspalavras), saibam que estão a perder novidades (mas é só mais conteúdo fraquinho, ao menos nível daqui do blog, nada de relevante). Mesmo quem não tem conta de Instagram consegue acompanhar as fotos e os Stories que têm menos de 24 horas aqui.

 

2. Se estão curiosos com o desafio, não precisam pedir mais: guardei nos destaques do Instagram Stories, é só irem ao meu perfil de Instagram e clicarem onde assinalei na imagem abaixo. 

 

Perfil de Instagram de @mariadaspalavras | Blogger Portugal

 

Considerem-se desafiados, se quiserem fazer igual (ou parecido). Só não se esqueçam de me chamar também para votar (e ver!). 

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11
Jun18

Veículo de Substituição

Maria das Palavras

O Moço comprou pela primeira vez uns ténis (na verdade, agora voltei a dizer sapatilhas) da Skechers. Ele que tem uns pés mais problemáticos que o governo italiano viu-se calçado com algo que não o magoava de maneira nenhuma e de bónus ainda era muito confortável. Isto, pela primeira vez em muito tempo. 


Foram comprados há pouquíssimo tempo mas ele usa-os non-stop, como aquelas crianças que vão para o ballet e até querem dormir com os seus sapatos de pontas e tutu, desprezando todas as outras opções da sapateira. Talvez por isso, estão a descolar num dos lados. O que apesar de tudo não é muito aceitável para o preço e tempo de uso. Pelo que, mesmo sem encontrar o talão da compra, fomos à loja para ele perguntar o que se podia fazer. 

 

A senhora, muito solícita, explicou que mesmo sem talão poderia deixar na loja os sapatos e um comprovativo bancário do movimento de compra, para apresentar a reclamação, enviariam tudo para a central e em alguns dias teria resposta.


E pergunta ele, muito apreensivo: 

- E dão-me outros para andar enquanto avaliam a reclamação?

 

 

 

Pretty Please

 

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